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Jair Bolsonaro quer mais apoio militar no seu governo

29/03/2021 - 19:11 | Atualizada em 29/03/2021 - 19:26

Redação

Jair Bolsonaro quer mais apoio militar no seu governo

Foto: Fernando Frazão/Agencia Brasil

Depois de demitir o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, Jair Bolsonaro quer outro comandante do Exército porque Edson Pujol não seria, na visão do presidente, leal à sua particular visão de governar. Esse é o segundo ministro que cai em poucas horas. Pela manhã, o chanceler Ernesto Araújo deixou o Itamaraty.

O que motivou a demissão de Fernando Azevedo e Silva foi Bolsonaro ver omissão dos militares contra o que chama de avanço dos governadores sobre as prerrogativas do presidente. Pela interpretação de Bolsonaro, os estados decretaram “estado de sítio” com medias mais rigorosas de combate à pandemia como, por exemplo, toque de recolher e fechamento do comércio.

Na visão do presidente, o ministro da Defesa deveria tê-lo apoiado em seus discursos e tomado alguma atitude contra o lockdown. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que governadores e prefeitos podem limitar atividades e trânsito de pessoas em casos de calamidade pública.

Em nota publicada pelo Ministério da Defesa, Azevedo e Silva afirma que preservou as forças armadas como instituições de Estado e sai com a certeza da missão cumprida.

Outro motivo de irritação de Bolsonaro com seu ex-ministro da Defesa foi a entrevista do chefe do Departamento-Geral de Pessoal do Exército ao Correio Braziliense. O general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira declarou que o Exército espera uma terceira onda de Covid-19 nos próximos meses e que a ocorrência de mortes na instituição é menor (0,13%) que na média da população (2,5%) porque adotou medidas restritivas no início da pandemia. Para Bolsonaro, foram críticas intoleráveis.

 

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