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Mato Grosso: Governo afirma que adotará medidas restritivas ''''imediatas'''' que entrarão em vigor na sexta-feira

Já falta oxigênio nos hospitais de MT; estado precisa de medidas imediatas, alerta Sindimed

22/03/2021 - 10:35 | Atualizada em 23/03/2021 - 08:43

Jô Navarro

Mato Grosso: Governo afirma que adotará medidas restritivas ''''imediatas'''' que entrarão em vigor na sexta-feira

Foto: Tchélo Figueiredo - SECOM/MT

O Governo de Mato Grosso acaba de informar que anunciará até terça-feira (23.03) quais serão as novas medidas para conter os avanços da Covid-19, que serão adotadas em todo o Estado. 

Segundo a Secom-MT, o diálogo permanente com todos os Poderes, setor produtivo e sociedade civil organizada está permitindo que se chegue a uma proposta que surta impacto na desaceleração da transmissão do vírus. 

O consenso entre os setores e o Governo é de que há a necessidade urgente de se tomar medidas mais efetivas. Por isso, as novas ações deverão ter início na próxima sexta-feira, dia 26 de março. Todas as informações sobre vigência e como irá funcionar serão divulgadas nesta terça-feira.

Na última sexta-feira o governador Mauro Mendes anunciou que enviaria hoje para a Assembleia Legislativa projeto para antecipar feriados, mas esta medida está sendo revista,.  considerando o aumento exponencial de casos desde aquela data.

Urgência
No entendimento do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), as medidas devem ser de caráter mais restritivo e imediato. Para oi Sindimed, "as pessoas que hoje necessitam de uma vaga em enfermaria ou em uma unidade de terapia intensiva se contaminaram há cerca de 10 a 25 dias atrás. Hoje, o sistema de saúde no Estado de Mato Grosso está colapsado. Conclui-se que essa medida de quarentena ou lockdown já vem com atraso considerável. Adiar ainda mais essa decisão pode trazer ainda mais desgraças às famílias mato-grossenses."

"A utilização de medidas mais restritivas tem o objetivo de interferir na cadeia de transmissão do vírus para aliviar os serviços de saúde, dando tempo de reestruturá-los e manter a assistência adequada à população. Vale ressaltar que essa reestruturação já deveria ter sido planejada com antecedência, considerando mais de um ano de pandemia e seis meses da primeira curva. Nesse primeiro momento os gestores deveriam ter treinado profissionais de saúde, expandindo o número de leitos de UTIs, construído um hospital de campanha e mais locais de atendimento de forma descentralizada. Mas não se organizaram, não planejaram. O Sindicato alerta que se não forem tomadas essas medidas para conter a propagação do vírus, as pessoas vão morrer sem assistência médica e isso é uma situação extrema que pode inclusive sobrecarregar o sistema funerário.", alerta o sindicato.

Até domingo (21), haviam 178 pessoas aguardando na fila por um leito de UTI. Até o boletim divulgado na última quinta-feira, haviam 22 municípios dom risco MUITO ALTO de contaminação (bandeira vermelha) e 21 com risco ALTO ( bandeira laranja), além de 46 com riso MODERADO (bandeira amarela).

Demanda por oxigênio aumentou 250%
Segundo a SES, a demanda por oxigênio aumentou 250% no estado, mas foram autorizados aditivos contratuais, aumento de reservatórios e diálogo com fornecedor sobre logística. Apesar do consumo 250% maior que a média normal, neste momento, o abastecimento na rede estadual está garantido. No entanto, o município de Diamantino informou no domingo (21) o fim do estoque nesta segunda-feira.

Se estivesse em vigor o Decreto 522, 22 cidades já deveriam ter decretado quarentena.

(Com informações da Secom-MT)

 
 

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