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Criminoso confessa ter matado empresária por dívida e medo de ser preso novamente

19/02/2021 - 13:38 | Atualizada em 19/02/2021 - 21:05

Da Redação

Criminoso confessa ter matado empresária por dívida e medo de ser preso novamente

Foto: Divulgação

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19) o delegado Marcel Gomes de Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do assassinato da empresária Rosemeire Soares Perin, 52, afirmou que o suspeito Jefferson Rodrigues da Silva, 33, mudou a versão dos fatos três vezes. Apenas o último depoimento tem validade, segundo o delegado.

Neste último depoimento Jefferson confessou ter matado Rosemeire, a quem devia R$ 1.250,00. “O que motivou o crime foi uma dívida que ele tinha com ela desde que adquiriu uma máquina de sorvete dela em março de 2020, pelo preço de R$ 7 mil. Depois da compra, a máquina deu problema e manutenção ficou em R$ 2.100. Depois disso, ele ficou devendo mais R$ 850”, declarou o delegado.

Ainda segundo o delegado, o suspeito contou que a dívida se arrastava desde novembro. Desta vez, tentava comprou um batedor de milk-shake de Rosemeire e começou a negociar com ela. A máquina custava R$ 400. A empresária teria entrado na casa para demonstrar o funcionamento da máquina, quando foi atacada e assassinada. No depoimento, Jefferson disse que não gostou do tom da empresária quando cobrou a dívida e aplicou-lhe uma gravata. Ela caiu, bateu a cabeça e ficou desacordada durante cinco minutos, quando teve pés e mãos arrados e uma meia enfiada na boca. Jefferson disse ter sentido medo de voltar para a cadeia. Pegou uma faca de cozinha de 30 cm e desferiu três golpes no pescoço da mulher, que não teve como reagir.

Depois disso ele pediu ajuda de Pedro Paulo de Arruda, 29, sócio de um lava-jato, para ajudá-lo a se desfazer do corpo.  Pedro chegou na quitinete por volta das 22 horas. Enrolaram o corpo em plásticos e um edredom, e o levaram até a região de mata próximo a Passagem da Conceição.

O delegado disse que o depoimento se encaixa com a cena do crime, com manchas de sangue na parede, no chão, a faca usada e marcas do arrastamento do corpo.

Entenda 
A empresária foi morta com golpes de faca no pescoço e quase degolada na terça-feira (16). 

Após diligências da PM, o corpo foi encontrado na tarde de quinta-feira (18) numa área de mata próximo da Passagem da Conceição, em Várzea Grande (MT), região metropolitana de Cuiabá.

Quando Rosimeire não voltou para casa na noite de terça-feira, sua filha e o atual marido refgistraram boletim de ocorrência. O celular da vítima estava desligado e somente no dia seguinte receberam uma mensagem no aplicativo Whatsapp. A filha percebeu que não era a forma da mãe se comunicar e pediu que respondesse qual é o nome completo da sua avó. Não houve resposta.
 

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