Sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
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Presidente do Cofecon defende ação do Estado para sair da crise econômica

VACINAÇÃO

13/01/2021 - 11:51

Redação

Presidente do Cofecon defende ação do Estado para sair da crise econômica

Foto: Cofecon

O presidente da República Jair Bolsonaro, e sua equipe econômica ficam em devaneio quando o assunto é a retomada da economia que está no fundo do poço.

Todos são unânimes em afirmar que somente a vacinação pode reerguer a economia de novo, porque do contrário, ela afundará ainda mais.

Todos setores da economia foram afetados, ninguém produz, ninguém compra, ninguém contrata, empresas e estabelecimentos comerciais fechando as portas, consequência disso o desemprego recorde.

A economia do Brasil depende da vacinação de toda população contra a covid-19.

O presidente do Cofecon, Antonio Corrêa de Lacerda, afirmou que o governo deve realizar investimentos para tirar o país da crise na qual está mergulhado nos últimos anos. Em entrevista à Rede Brasil Atual, Lacerda defendeu a adoção de medidas de estímulo e argumentou que a confiança na retomada não virá sem uma ação forte do Estado.

Para o presidente, o governo mantém o discurso da retomada, mas sem criar condições para que aconteça. “Nenhum dos problemas estruturais foi resolvido. Estamos no menor nível de investimento da história”, aponta Lacerda. Ele defendeu o investimento do Estado como forma de gerar na economia o efeito multiplicador e o efeito demonstração.

O teto de gastos também foi criticado pelo economista – mas sua simples eliminação não seria suficiente para fazer o país voltar a crescer como deveria. “Não adianta continuar refém dessa visão equivocada de que o mercado vai resolver”, argumenta o presidente. “Como bem disse Paul Krugman, é acreditar no efeito da fada da confiança. Isso não funcionou em nenhum lugar do mundo e não vai funcionar no Brasil”.

Para Lacerda, as pessoas terão menos renda disponível em 2021 e grande parte da população perderá o auxílio emergencial, o que terá impacto econômico, social e talvez político. Em 2020 a economia deverá ter uma queda de 4,5% e a recuperação neste ano, dada a base deprimida, não terá maior efeito.

Finalmente, o presidente do Cofecon criticou a atuação do governo para combater a pandemia de Covid-19. “Aqui temos falhas gravíssimas de gestão, erros crassos de logística. Tudo isso jogará contra a economia”, finalizou.

 

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