Sábado, 16 de janeiro de 2021
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Só a vacinação pode tirar a economia do fundo do poço

VACINAÇÃO

12/01/2021 - 05:00 | Atualizada em 12/01/2021 - 15:25

Cícero Henrique

Recentemente o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que o "Brasil está quebrado e não posso fazer nada". A  frase gerou polêmica, mas o fato é que a economia está em frangalhos, isso é unânime entre os especialistas e os noticiários.

Desde o inicio da pandemia da covid-19, há nove meses, os setores produtivos entraram em colapso, excessão do agronegócio, que conta com poucos profissionais nas suas lavouras, haja vista que ela é toda mecanizada.

Os serviços como comércio, agroindústria, fábricas, entre outros sentiram a crise que só piorou com a pandemia do coronavírus.

É importante ressaltar que a economia do país não pode girar apenas em torno do agronegócio, onde 90% da sua produção é exportada.

Cerca de 13 milhões de brasileiros estão desempregados e podem voltar para linha da pobreza, a situação piora ainda mais com a decisão da Ford, no país desde 1919, que anunciou nesta terça-feira (11) o encerramento neste ano da produção de veículos em suas fábricas no Brasil. Com o fechamento das unidade mais de 5 mil trabalhadores ficaram desempregados.
 

Em Taubaté, ao menos 830 empregados serão demitidos. A fábrica de Horizonte emprega 470 pessoas. A fábrica de Camaçari, que produzia Ka e EcoSport, e Taubaté, onde eram feitos motores e transmissões, serão fechadas imediatamente, reduzindo a produção de peças para estoques de pós-venda. No último trimestre de 2021, será fechada também a planta da Troller, em Horizonte.

Com a decisão, os modelos nacionais terão suas vendas interrompidas assim que terminarem os estoques. A empresa garante, porém, que todos os clientes seguirão com assistência de manutenção e garantia.

A partir disso, os veículos comercializados no mercado brasileiro passarão a ser importados, principalmente das unidades de Argentina e Uruguai, além de outras regiões fora da América do Sul. Entre os próximos modelos já confirmados pela Ford, estão os novos Transit, Ranger, Bronco e Mustang Mach1.

No ano passado, a Ford vendeu 119.454 automóveis no Brasil, segundo dados da Anfavea. O resultado representou uma queda de 39,2% na comparação com 2019. A queda observada foi maior do que a registrada pelo segmento de automóveis. Em 2020, o tombo foi de 28,6%, para 1.615.942.

Outros setores da economia como serviços, restaurantes, bares, buffet, comércios, entre outros, muitos fecharam as portas, outros reduziram drásticamente o número de funcionários e compras, devido a insegurança e incertezas do futuro. O único setor que teve alta foi de e-commerce por causa das compras online, com a pandemia as famílias ficaram mais em casa.

O fato é que todos estão ansiosos e esperando o mais rápido a vacinação contra a covid-19, que trará mais segurança, esperança, e principalmente o retorno seguro da economia, consequentemente empresas vão contratar mais gerando renda, aumentando o volume de negócios em todo o país e roda da economia começe enfim rodar.

Dois anos e meio perdidos (2019, 2020 e metade de 2021), os economistas acreditam que se a vacinação começar imediatemente os reflexos positivos só vão ocorrer no segundo semestre de 2021.

Sem uma data certa para a vacinação, a economia continuará no fundo do poço, os investidores não virão para o Brasil devido a desconfiança no governo, as empresas não vão produzir, investir e contratar e a consequência disso é o desemprego, caos social, municípios, estados e federação com pouca arrecadação.

Sem a vacina, o pior dos cenários não é apenas para a economia.


 
 

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