Domingo, 20 de Agosto de 2017

Confissão: Silval acusa José Riva de negociar propina com a Consignum | Caldeirão Político

Mato Grosso

Quarta-Feira, 14 de Junho de 2017, 07h:37

CONFISSÃO DE SILVAL

Confissão: Silval acusa José Riva de negociar propina com a Consignum

Cícero Henrique

A empresa Consignum, responsável pela concessão de empréstimos consignados aos servidores públicos em Mato Grosso, pagou propina para Silval Barbosa e José Riva. Em sua confissão à Defaz, o ex-governador Silval Barbosa entregou 12 pessoas, dentre eles o próprio filho, Rodrigo da Cunha Barbosa. A juíza Selma Rosane, da 7ª Vara Criminal em Cuiabá, revogou na terça-feira,13, as três prisões preventivas que decretou anteriormente, concedendo-lhe o benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira.

Os delatados por Silval são Silvio César Corrêa Araújo, Pedro Nadaf, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, César Roberto Zílio, Pedro Elias Domingos de Melo, Valdísio Juliano Viriato, Arnaldo Alves, Marcel Sousa de Cursi, Afonso Dalberto, Francisco Anis Faiad, seu filho Rodrigo Barbosa e José de Jesus Nunes Cordeiro.

Sobre a propina paga pela Consignum, no valor de 400 mil e 450 mil reais mensais, durante cerca de 30 meses, o ex-governador revela que foi procurado por José Riva, que propôs a troca da empresa pela ZETHRA GESTÃO DE BENEFÍCIOS CONSIGNADOS, que estaria disposta a pagar propina de no valor de um milhão de reais mensais. a mudança não deu certo, pois a Consignum entrou com recurso para impedir nova licitação e acabou negociando com José Riva, que passou a receber R$ 250 mil mensais.

Veja abaixo trecho da confirssão que relata o pagamento de propina pela Consignum, que seria utilizado para custear campanhas eleitoriais.

Segundo SILVAL, após autorizar o recebimento das propinas, ficou estabelecido que a empresa pagaria entre 400 mil e 450 mil reais mensais, sendo que desta quantia CÉSAR repassava a SILVAL o
montante entre 200 mil e 240 mil reais mensais, na maioria das vezes em espécie.

Declara que recebeu esses valores por aproximadamente 30 meses . Diz que tanto CÉSAR ROBERTO Z1L10 quanto PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELO é que geriam os recebimentos dessas propinas.

Contou que no final do ano de 2013 até o inicio de 2014 JOSÉ GERALDO RIVA, então Presidente da Assembleia Legislativa, procurou SILVAL, no intuito de substituir a empresa CONSIGNUM pela empresa ZETHRA GESTÃO DE BENEFÍCIOS CONSIGNADOS, a qual se disporia pagar propina no valor de um milhão de reais mensais. Concordando com o aumento do valor da propina, SILVAL BARBOSA teria dado início ao processo licitatório para a contratação da ZETHRA, porém a empresa CONSIGNUM teria conseguido decisão liminar judicial, suspendendo tal processo.

Relata que, após várias tentativas do proprietário da CONSIGNUM em conversar consigo, em meados de 2014, quando estava na casa de seu irmão ANTONIO, chegaram ao local VALDINEI MAURO
DE SOUZA VULGO NEI acompanhado de WILLIANS PAULO MISCHUR, quando em conversa com MISCHUR, orientou-o a tratar da renovação do seu contrato diretamente com JOSÉ RIVA, desde que se acertassem.

Posteriormente, tomou conhecimento que JOSÉ RIVA combinou com WILLIANS PAULO MISCHUR e PEDRO ELIAS DOMINGOS DE MELO um retorno de 250 mil mensais para ele, cujo pagamento ocorreu no ano de 2014. SILVAL também confirmou que esteve reunido com o WILLIAMS em 2011 no Palácio Paiaguás, bem como com CÉSAR ZILLIO, a fim de comprovar para o WILLIAMS que tinha conhecimento do acerto das propinas recebidas por aquele.

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