Por: Cícero Henrique
O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), tornou sem efeito o ato de nomeação de Pedro Henry (PP) para o cargo de secretário de Estado de Saúde, que havia sido publicada no dia 13 de janeiro. A decisão foi publicada no Diário Oficial do dia 27.
Todos os atos administrativos publicados em Diário Oficial com a assinatura de Henry serão cancelados pelo governador.
A assessoria da Secretaria de Saúde informou que já solicitou a publicação de erratas.
Na mesma edição foi anulada a exoneração de Vander Fernandes do cargo de secretário de Saúde, que tinha retornado para o cargo de secretário-adjunto de Saúde. O governador autorizou sua volta ao comando da pasta.
A medida aconteceu depois que Pedro Henry foi denunciado por acúmulo de cargo, o que pode custar-lhe a perda do mandato de deputado federal. Henry não havia entregue à Câmara Federal pedido de afastamento e estaria recebendo dois salários, além de evitar a posse do suplente Roberto Dorner.
A denúncia feita pelo Movimento de Combate à Corrupção e divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo teve grande repercussão, levando o governador a anular a nomeação.
GOVERNO TRAPALHÃO
Este é mais um capítulo que reforça a imagem do governo Silval Barbosa como "governo trapalhão".
Esta imagem ficou caracerizada no caso de nomeação de Ságuas Moraes na Secretaria da Educação, que colocou em cheque a autoridade do governador, nos contratos desastrosos da Secopa (antiga Agecopa) - relógio para contagem regressiva e da compra de 10 Land Rover Defender. Sem contar a inadimplência que gerou desemprego de 500 pessoas em sete cidades, a mudança de local do Fifa Fan Fest (a opinião pública levou o governo a voltar atrás).
Vale registrar ainda que o governo Silval Barbosa acumula denúncias de irregularidades e falta de transparência na divulgação de gastos públicos. |