Por: Cícero Henrique
O prefeito de Várzea Grande, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli - PSD), disse que a divida do DAE com a rede Cemat é de 80 milhões de reais, desde 2004, ou seja, iniciou durante a gestão do prefeito MD.
Mas o próprio Zaeli confirmou que durante as gestões passadas, principalmente de Jayme Campos, não se investiu em saneamento, por mais que a cidade esteja ao lado Rio Cuiabá. Segundo o prefeito, para investimentos no saneamento do município é necessário recursos da ordem de 260 milhões de reais, o que a prefeitura não tem.
O que é revelador nessa história macabra é que o município de 140 mil habitantes tem que conviver com o caos durante todos esses anos, sem que nenhum vereador, deputado estadual, ex-prefeitos trabalhassem em prol da população. Enquanto vereadores usam a maioria das sessões ordinárias para prestarem homenagens em beneficio próprio, omitem-se na fiscalização e cobrança no executivo.
Não é de hoje que a imprensa denuncia desmandos e desvios de recursos na prefeitura de Várzea Grande.
Os políticos que hoje são pré-candidatos a prefeitura do município são cartas marcadas e manchadas: Jayme Campos é apontado como ex-gestor que não investiu nada em saneamento, Zaeli foi vice de MD e ficou quieto todo esse tempo, abrindo a boca em época eleitoral, Maksues Leite traiu o povo, Wallace Guimarães só quer se beneficiar do poder público.
A pergunta que não quer se calar: se não pagaram a Rede Cemat, para onde foi esse dinheiro?
Alguém roubou esse dinheiro.
DAE
Dito Loro e Jeferson Missias presidiram o DAE por longo tempo. O primeiro teve o nome envolvido no escândalo do PAC em Várzea Grande. Escutas telefônicas revelaram que Dito Loro articulava com Carlos Avalone, dono de construtora, para beneficiá-lo. Suspeito de favorecimento em licitação, salvou-se depois que um juiz federal anulou as provas (gravações telefônicas).
Tanto Dito Loro como Jeferson Missias prometeram solucionar os problemas do DAE, contrataram pesquisas e estudos, mas nada de prático aconteceu. Foi mais uma forma de gastar dinheiro. Depois do escândalo do PAC, as obras foram paralisadas.
A má gestão do DAE - e da Prefeitura - ao longo dos últimos anos - são responsáveis pelo afundamento em dívidas.
Mas, apesar da prefeitura estar endividada e enfrentando tantos e graves problemas, há vários interessados disputando o direito de concorrer a eleição para prefeito este ano. A prefeitura, com tantas licitações e contratos milionários, é sim muito atraente e alvo de cobiça de políticos inescrupulosos, prontos para sugar ainda mais as tetas do erário.
(Atualizada às 08h50 para acréscimo de informações)
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