Por: Redação
A proposta de reforma política, que emperrou na Câmara Federal no ano passado por falta de consenso em torno do financiamento público exclusivo de campanha e de mudanças no sistema eleitoral, deve voltar à pauta em fevereiro, segundo informa a Agência Câmara de Notícias.
Segundo o presidente da comissão especial, deputado Almeida Lima, do PPS de Sergipe, “desde que ficou definido que as mudanças não valeriam para as eleições de 2012, perdeu-se o sentido de pressa”.
-- Optamos por fazer um trabalho mais amplo e profundo para vigorar a partir de 2014, declarou, acrescentando que o relatório do deputado Henrique Fontana, do PT do Rio Grande do Sul, “não deveria mesmo ter sido votado”, já que “ precisa ser mais discutido com os partidos, com a própria sociedade, que apresenta alternativas”.
O relator, no entanto, tem opinião diferente.
-- Lógico que a frustração de não votar [o relatório] sempre é grande, porque considero um prejuízo muito grande para o Brasil manter o sistema político atual, declarou Fontana.
Ao longo de 2011, foram apresentados três relatórios.
Segundo a última versão, o número de vagas obtido pelos partidos será determinado por meio do sistema das maiores médias, a chamada Fórmula D‘Hondt (adotada em países como Bélgica, Áustria, Dinamarca e Noruega).
O relatório também prevê que o eleitor vote apenas uma vez para deputado – em versão anterior, eram duas –, podendo optar por um nome ou um partido de sua preferência. |