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Legislativo

Quarta-Feira, 26 de Março de 2014, 11h:55

SECOMGATE

Assembleia vai investigar denúncias contra secretário Carlos Rayel

Cícero Henrique

 Cobranças públicas de pagamento por parte do secretário de Comunicação, Carlos Rayel, se multiplicaram nas últimas semanas em Mato Grosso.A situação chegou à Assembleia Legislativa.

O deputado Emanuel Pinheiro (PR) requereu nesta manhã que a Assembleia convide imediatamente o ex-deputado e jornalista Maksuês Leite para que preste esclarecimentos sobre as denúncias contra o secretário Carlos Rayel feitas ontem, 25, em seu programa de TV. Segundo Maksuês, Carlos Rayel acumulou dívida superior a R$ 15 milhões com veículos de comunicação.O jornalista chamou o secretário de Estado de Comunicação de ‘ladrão’ e cobrou providências do governo.
 
"Alguns veículos de Cuiabá estão com mais de 10 meses em atraso junto ao governo do Estado. Apesar do não pagamento lícito à imprensa, o senhor Rayel desembolsou mais de R$ 20 milhões nos últimos meses para quitação de suspeitos serviços gráficos e improvável produção de mídia junto a produtoras de vídeo de sua extrema “confiança", denunciou Maksuês Leite.
 
O ex-deputado não é o único a cobrar publicamente Carlos Rayel o pagamento de dívidas. Sites, emissoras de TV, programas de TV, como o Resumo do Dia do exprefeito de Cuiabá Roberto França, têm vindo a público cobrar Rayel, que alega agora que assumirá o comando de uma campanha eleitoral e deixará a Secom-MT nos próximos dias.
 
O governador Silval Barbosa (PMDB) não pode mais se omitir diante de tantas denúncias e cobranças, nem a Assembleia Legislativa.É preciso apurar as denúncias.
 
O próprio Caldeirão Político denunciou há vários meses que a Secom, sob o comando de Rayel, cobra ‘comissão’ sobre os 20% que as Agências de Publicidade recebem, por lei dos veículos de comunicação. Segundo a funcionária de uma agência, ‘só assim’ para conseguir ficar com uma cota do orçamento de publicidade da Secom.
 
Ainda na noite de ontem, no programa do consumidor na emissora de TV TBO, o secretário rayel foi cobrado ao vivo. Segundo o âncora do programa, o dinheiro da publicidade do governo do Estado ‘tem carta marcada, vai direto para os veículos de comunicação do Silval Barbosa". 
Faz bem a Assembleia em investigar. Com a palavra, agora, o TCE e Ministério Público.
 

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