Caldeirão Político

Terça-Feira, 21 de Maio de 2019, 11h:18

Dilemário reúne-se com promotor e diz que pode propor CPI do Transporte Coletivo

Prefeitura não cumpriu ordem judicial para licitar o transporte coletivo e colocou a culpa na redução da tarifa a pedido de vereadores da oposição

Jô Navarro

Mais uma vez os vereadores de oposição em Cuiabá levarão ao Ministério Público (MPE) questionamentos sobre a licitação do Transporte Coletivo. Esgotado o prazo de 90 dias dado à Semob pelo Justiça, a pasta não publicou o edital de licitação. Segundo a Semob, a redução da tarifa, determinada pelo Tribunal de Contas, impediu a publicação do edital. Os contratos com as empresas encerram em 20 dias.

Hoje no Plenário da Câmara o vereador Dilemário Alencar (PROS) comunicou que está pedindo uma reunião com o promotor Roberto Turin, ainda hoje, para discutir a situação. Para Roberto Turin, a redução da tarifa não impede a publicação do edital, pois o critério para definir o valor consta nos editais e quem trabalha na área já tem noção do valor tarifário, independe de decisão que baixou tarifa.

O secretário da Semob, Antenor Figueiredo, afirmou que acionará a Justiça para prorrogar os contratos com as atuais empresas de transporte.

Dilemário Alencar alertou para o risco de 'cartas marcadas' com a permanência das mesmas empresas que atendem mal os cidadãos. Ele pretende discutir com o promotor a possibilidade de propor a criação de uma CPI do transporte na Câmara Municipal.

"Já foram dados todos os prazos possíveis", disse Dilemário, que não escondeu a preocupação com possíveis acordos entre o Executivo e os empresários do transporte coletivo.

"Pelo amor de Deus! a Semob não vai obedecer nem a Justiça? Estou pedindo uma reunião com o promotor Turin, vou convidar todos os vereadores que queiram ir, por que não é possível permanecer estas mesmas empresas que estão fazendo terrorismo com os usuários de transporte coletivo. São ônibus velhos, sem ar condicionado, todo dia praticamente tem acidente nesses ônibus por falta de manutenção, é ônibus que pegam fogo. O que tem por detrás desse secretário Antenor? Nada acontece com esse cidadão. Agora desrespeita decisão judicial. Alto lá! Vamos exigir que a licitação saia, mas não carta marcada, joguinho ensaiado pra ficar essas mesmas empresas aí. O que tem por detrás disso aí? Será que nós vamos ter que pedir uma CPI do transporte coletivo aqui, pra desvendar o que está por detrás desse empurra-empurra pra não fazer a licitação do transporte coletivo? Desrespeitou a decisão judicial! Vamos ter que apresentar a CPI do transporte aqui pra abrir essa caixa preta, tirar a tampa dessa podridão que está essa podridão que está colocada no transporte coletivo de Cuiabá!"

O vereador Diego Guimarães (PP) também questionou a contratação emergencial e o não cumprimento de decisão judicial.


Fonte: Caldeirão Político

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