Quinta-Feira, 17 de Agosto de 2017

União estuda privatizar todos os aeroportos da Infraero   | Caldeirão Político
Geral
Segunda-Feira, 19 de Junho de 2017, 14h:00

INFRAERO

União estuda privatizar todos os aeroportos da Infraero

Daniel Rittner De Brasília

Movido pelo sucesso do último leilão de aeroportos, o governo praticamente desistiu de fazer uma abertura de capital da Infraero e avançou na proposta de conceder ao setor privado os terminais ainda geridos pela estatal. A ideia é privatizar o sistema em seis blocos regionais, com uma mistura de ativos lucrativos e deficitários.

O BNDES deve ficar ficar encarregado de preparar a modelagem, mas existem dúvidas em torno do tempo necessário para completar os trâmites administrativos e fazer novos leilões até o fim de 2018. Um dos pontos críticos é o que fazer com dez mil empregados da Infraero em caso de privatização de toda a rede de 56 aeroportos.

A decisão é que, se esse caminho for realmente adotado, as futuras concessionárias ficarão obrigadas a manter esse quadro de trabalhadores pelo menos até 2020. Nas concessões anteriores, os grupos vencedores não precisavam assumir compromisso de absorção dos funcionários, que puderam ficar na Infraero ou aderir a um plano de demissões voluntárias.

O plano, no entanto, não tem consenso. Casa Civil, Planejamento e o núcleo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) são favoráveis. Há resistência do Ministério dos Transportes, comandado pelo PR, que controla a Infraero. Uma reunião nesta semana, no Planalto, discutiu as alternativas para levar adiante mais concessões no setor.Todos concorrdam que não há mais viabilidade em conceder aeroportos individualmente.

A corrente majoritária no governo aprova a ideia de seis blocos regionais. Cada lote teria um aeroporto "premium", mais lucrativo, puxando outros da região afetada. Os carros-chefes estudados são Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), Curitiba (PR), Recife (PE), Manaus (AM) e Belém (PA).

O Ministério dos Transportes tem posição diferente. Vê problemas em alocar terminais com perfis tão variados dentro de um mesmo bloco. Acredita que as concessões devem continuar por lotes, mas começando por um ou dois blocos e mantendo a Infraero na administração dos demais.


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