Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018

Brasil

Quinta-Feira, 15 de Fevereiro de 2018, 10h:29

POLÍCIA FEDERAL

Ex-parlamentares são alvos da PF em duas operações contra trabalho escravo e crime ambiental

Entre os alvos, estão servidores e ex-funcionários da Agência Nacional de Mineração e ex-parlamentares federais.

Redação

Divulgação

A Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Federal, deflagrou nesta quinta-feira (15) a 2ª fase da Operação Minamata, e a 3ª fase da Operação Estrada Real, que investigam, respectivamente, crimes de trabalho escravo, corrupção e crimes ambientais no Distrito de Lourenço e o funcionamento de garimpo ilegal no município de Tartarugalzinho/AP.

Policiais federais dão cumprimento a dez mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão nos municípios amapaense de Macapá, Santana e Calçoene. Entre os alvos, estão servidores e ex-funcionários da Agência Nacional de Mineração (ANM, antigo DNMP/AP) e ex-parlamentares federais.

De acordo com as investigações, há indícios da atuação de uma organização criminosa na área de mineração do Estado, com a participação de servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM). Os funcionários do órgão facilitavam a obtenção de concessões e autorizações de exploração de minério mediante o recebimento de vantagens indevidas e favorecimento de terceiros, além de realizarem vista grossa nas irregularidades encontradas no âmbito da mineração.

Foi identificado, ainda, que ex-parlamentares mantinham forte influência política no Estado, organizando e promovendo a perpetuação de um esquema de propina dentro da Agência. A conta feita pela organização criminosa é de que órgão poderia render-lhes, pelo menos, R$ 100 mil de propina por mês.

Os investigados irão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de usurpação de bem da União, redução a condição análoga à de escravo, corrupção passiva, prevaricação, extração ilegal de minério, organização criminosa, além de lavagem de dinheiro.  Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão.

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