Terça-Feira, 18 de Dezembro de 2018

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Sábado, 06 de Outubro de 2018, 08h:17

Quem está em pânico com Bolsonaro?

Denise Duarte Vargas

Reprodução

Jair Bolsonaro

Nos últimos meses tenho lido todas as pérolas dos analistas políticos da grande mídia: “Bolsonaro é apenas uma piada”, “Bolsonaro vai desidratar”, “Bolsonaro não conseguirá sequer homologar sua candidatura”, “Bolsonaro não terá governabilidade”, “internet não ganha eleição” e por aí vai. Hoje, às vésperas do pleito eleitoral, essas mesmas pessoas parecem tão envergonhadas com a liderança do capitão, que, mesmo de atestado médico, consegue amealhar mais votos e ainda conquistar apoio no Congresso Nacional.

Segundo o analista político Felipe Martins, do Senso Incomum, “Alckmin tem 440 milhões de reais, metade do tempo de TV, a maior coligação, o apoio da mídia e não sai do 4º lugar. Bolsonaro não tem dinheiro, tem 7 segundos de TV, apoio só do PRTB (e do povo), sempre é atacado pela mídia e está em 1º. O establishment nunca foi tão humilhado”.

Com Alckmin comprovadamente fora da disputa, o establishment elege Ciro Gomes como seu representante ou quem sabe insiste no “poste” do presidiário. Ciro é apenas voto de petista envergonhado. Haddad é Lula, portanto, já sabemos o que isso significa para a economia, já mergulhada na maior recessão dos últimos 100 anos. Ciro também é Lula. Em resumo, o que se tem é o PT e suas metástases contra o único candidato ficha limpa do páreo. Bolsonaro tem defeitos? Claro, como todos nós temos, mas parece que os “intelectuais”, de repente, exigem um santo.

Impossibilitados de chamar o candidato do PSL de corrupto, usam os clichês de sempre: “machista, racista e homofóbico”. Repetem esses jargões durante todo o tempo de debates e propagandas políticas para tentar convencer alguns incautos. Mas o brasileiro médio está cansado de ser xingado de tudo isso todos os dias e por tanto tempo. O brasileiro médio, o último dos moicanos que ainda assina jornal e compra alguma revista na banca, parece ser odiado por grande parte dos jornalistas, que, muitas vezes, trabalham contra o seu cliente. Querem empurrar produtos (pautas) que ele não quer comprar: mudança de sexo para crianças, homens de saia e briga de gay em boteco, por exemplo. Who cares?

Este brasileiro médio é um sujeito conservador, para desespero da ala progressista das redações, incapaz de se conectar com seus clientes. É só fazer um giro nos comentários dos internautas nas páginas dos grandes jornais. Essas pautas simplesmente não vendem, mas tem editor que ainda não percebeu isso e insiste em emplacá-las. E tem “intelectual” que não vive o que fala nem com seus próprios filhos, mas quer impor suas ideias progressistas alopradas na cabeça dos filhos dos outros.

Observe o pessoal da esquerda que brada contra o conservadorismo, o cristianismo, o capitalismo opressor. São fãs do vandalismo, do socialismo, promovem a rebeldia e o caos, mas estão com os filhos matriculados nas escolas mais tradicionais e religiosas da cidade e sempre de férias em Miami. O eleitor do Bolsonaro sabe que o descolado progressista metido a intelectual é, na verdade, um hipócrita, desses bem fuleiros.

O que o eleitor do militar sabe é que existe desemprego, violência, corrupção, aparelhamento das instituições, recessão, inflação, altíssimos impostos, inadimplência, péssimos índices educacionais, entre outras tantas mazelas do dia a dia, coisas reais que vivencia e sofre. Ele sabe também que Ciro não tem mecanismo para tirar o inadimplente do SPC. Não dá mais para mentir para essas pessoas nem com duas horas de propaganda política. Não adianta.

O mito da homofobia

Sobre a tal homofobia, o que há registrado nas delegacias de polícia são pessoas comuns matando gays? Alguém se lembra do caso João Donati, em Inhumas (GO), que ganhou repercussão na mídia nacional e internacional por suspeita de homofobia (a primeira coisa que se lê quando um gay morre)? O crime foi cometido por seu parceiro eventual — que assassinou Donati porque não queria ser passivo durante a relação sexual. Mas a palavra homofobia é disseminada com tanta frequência como se realmente tivéssemos uma sociedade intolerante, na qual as pessoas saem por aí matando gays todos os dias. Saudades mesmo eu tenho é do Clodovil, que nunca se fazia de vítima. Era talentoso e foi um bom político, também inábil com as palavras. Outra informação importante: ninguém é obrigado a gostar de homossexualidade, mas somos obrigados a cumprir a lei, portanto, gostar ou não é um direito de todo brasileiro.

A real é que os gays estão sendo vítimas da violência, assim como homens, mulheres, crianças, negros, brancos, asiáticos, pobres e ricos, porque bandido não questiona opção sexual de ninguém. Disso, tenho certeza. Tem até um movimento “Gays com Bolsonaro”, mas sem visibilidade na grande imprensa porque o negócio é falar de “homofobia e transfobia”. Vivem numa bolha. Pessoas estão morrendo e não determinados grupos.

Direto da bacia das almas, aparecem mais “intelectuais” agora acusando Bolsonaro de nazista. Nazista pró-Israel e a favor de uma economia mais liberal? Que tipo de nazista é este? Nem vou comentar sobre a declaração de José Dirceu de tomar o poder, independentemente de eleição. Eles estão avisando tudo o que realmente são e o que, de fato, querem fazer no país, mas os rótulos recaem sobre Bolsonaro, porque é interessante para o sistema disseminar tais narrativas. É o famoso “abafa o caso” e “acusem os outros daquilo que você é”. Só que não cola mais, darlings. Jair Bolsonaro pode ganhar no primeiro turno.

A verdade é que Lula já declarou admirar Adolf Hitler. Tem matéria sobre isso na “Folha de S. Paulo”¹. Tem também vídeo do Ciro dizendo que a Venezuela é “exemplo de democracia”, entre outras declarações como “vou receber a turma do Sergio Moro na bala” e “função da minha mulher é dormir comigo”. Para quem exige um ser imaculado, os eleitores de Ciro são muito estranhos: votam num grosseirão, que também é o “Sardinha” na planilha da Odebrecht. Levantamento da Polícia Federal, divulgado pela imprensa ano passado, mostra que todas as operações financeiras averiguadas nas investigações da Lava Jato já somam R$ 8 trilhões. Trilhões. São esses intelectuais camuflados de não petistas que têm condições de criticar Bolsonaro?

Outra pergunta que vive na boca da intelectualidade: por que os cristãos votam em Bolsonaro? Porque preferimos Pedro, impulsivo, que falava umas bobagens e andava sempre armado com uma espada na mão, teve medo, pecou e se arrependeu, mas nunca deixou de crer. Já Judas, sempre com seu discurso em favor dos mais pobres, foi um grande ladrão do ministério de Jesus, além de traidor. Bolsonaro é um único que se posiciona pró-Israel (mandamento bíblico), é contra o aborto e a legalização das drogas. Todas essas pautas são cristãs, por isso, grande parte das igrejas cristãs se posiciona a favor dele, mesmo com todos os seus defeitos — que até as igrejas têm, nem por isso deixamos de frequentá-las. O raciocínio é simples.

A esquerda está mesmo em pânico. É melhor JAIR preparando o Rivotril.

Denise Duarte Vargas é jornalista, com MBA em Marketing e especialização em Docência Universitária. Trabalha como assessora de imprensa.

Nota

¹ Reportagem “Lula declarou admirar Hitler e Khomeini”, de Gustavo Krieger, Elvis César Bonassa e Abnor Gondim. “Folha de S. Paulo”, edição de 21 de abril de 1994.

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/4/21/brasil/10.html

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